terça-feira, 12 de novembro de 2019

COMPARAÇÃO E METÁFORA

A linguagem figurada, aquela em que uma palavra ou frase, expressa uma ideia através de uma outra palavra ou frase, se utilizando de uma certa parecença ou semelhança, que pode ser real ou imaginária.
 A linguagem figurada é o contrário da linguagem literal, onde as palavras tem um sentido que pretende definir seu significado exato e objetivo.

Em documentos científicos e jurídicos, nós deparamos com uma linguagem concisa e direta, que visa ser a mais precisa possível para evitar qualquer tipo de interpretação equivocada. 

Também uma notícia de jornal, uma bula de remédios, uma reportagem, e outrem, jamais podem trazer um sentido ambíguo.

Precisa ser clara direta e bem elucidada, para que haja compreensão, entendimento e plena interpretação para o leitor.
Esse tipo de linguagem, também é denominado de linguagem denotativa.
Exemplificando:
A fertilização in vitro, também conhecida por suas iniciais “FIV”, é o tratamento realizado com mais frequência em nossas clínicas, por ser atualmente a opção da medicina reprodutiva, que oferece mais chances de gravidez para aqueles que enfrentam dificuldades para engravidar após um ano de tentativas, a partir dos 35 anos.
Já na literatura, contudo, é mais comum a linguagem figurada, ou conotativa especialmente na poesia.
Comparação_  Há uma comparação explícita dentro do contexto.
Exemplificando_ O céu derramara chuva como lágrimas.
Na comparação há sempre a presença da conjunção comparativa tal qual, como, feito e outrem.
Metáfora ou Parábola _Uma comparação, sem a conjunção comparativa.
O céu derrama lágrimas.
Lendo o Novo Testamento,vimos que Jesus Cristo falava muito,por meio de Parábolas,que são Metáforas.
Exemplo:
O Reino dos céus assemelha-se a um tesouro escondido no campo.
Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o novamente. 
Então, transbordando de alegria, vai, vende tudo o que tem, e compra aquele terreno.
 A pérola de grande valor.
Da mesma forma, o Reino dos céus é como um negociante que procura pérolas preciosas.
[Mateus 13:44]
São pequenas coisa, mas que fazem toda diferença para o leitor interpretar a linguagem literária, ou poesia, sendo comum ouvirmos as tais asseverações,eu li, mas não entendi nada.
São os chamados analfabetos funcionais, quando leem,escrevem,mas têm dificuldades em interpretar.
Obviamente, que o texto literário, uma poesia, dependendo do escritor ou poeta, ás vezes, se faz necessária, uma releitura, para se inteirar completamente do assunto.
Existem muitos livros, mas citaria um "O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint Exupéry”, que possui uma versatilidade na profundeza de interpretações, de acordo sempre com a idade, e o momento do leitor.
Um livro desses, sempre acrescentam muito nas releituras.


segunda-feira, 28 de outubro de 2019

ESPÉCIME _PROSA

Os arrebóis dançaram sob a manhã subindo o horizonte ocre de minha imaginação,eu pudera distinguir os pássaros rotos ,as andorinhas fugitivas, os pardais que retrocederam abismados,foram habitar o cerrado.
As pombas contaminadas deixaram as cidades, esconderam seus filhotes dentro do tronco oco e apodrecido pelo negrume do tal óleo queimado pelos motores, e cuspidos fora.
Eu aprendera a discernir a tempo, o quão estrepitosas madrugadas, intercederam pela loucura, que atacava as músicas, que trafegavam pelos alvoreceres, sem nexo, sem eira nem beira, destilando ódio em cada ponto do átomo sônico, estourando tímpanos, espalhando uma leseira total.
Os pardais e as pombas escolheram viver perto dos humanos e no entanto, tantas doenças estes trouxeram ás criaturas, que uma extinção em massa destes,seria a melhor saída para os humanos.
Sendo assim, mais uma espécie banida do Planeta, pois neste predomina a raça humana, querendo impor aos cães que aprendam a dormir como gente, tomar sorvete e até usar o vaso sanitário, entendendo assim, serem amados.
Porém, sabemos lá se o cães iam querer que seus donos latissem, seria muito mais cômodo, uma vez que os humanos têm a capacidade de aprender tudo, então um latim vulgar, ou uma latida vulgar, poderia deixar seus pets contentes.
As pombas contaminadas comem restos dos humanos, assim também os pardais, porém são eles que contaminam, não os humanos.
Os nossos detritos vão espalhando dor e assolação, mas o difícil é encontrar um réu, um culpado, todos somos inocentes, generosos e solidários, doamos o que não queremos mais aos mais pobres, e chamamos isso de caridade.
Somos doridos com tudo que nos toca,mas vivemos das cutucadas covardes que atiramos aos nossos inimigos declarados junto de nossos comparsas.
Enfim, somos nós, uma espécime que dentre todas, perdera o controle de como " ser."
Somos um misto de tudo,porém entendemos uma guerra fria onde vamos assolando uma multidão de vidas,sejam animais e vegetais,mas existimos e precisamos fazer jus a esse feito.
Vamos buscando um Deus que passe a nossa frente e nos deixe o caminho limpo,esquecemos o Jesus sofrido,o Deus generoso que responde a benevolência,mesmo porque fazendo aos "outros",Deus pouco vai se importar.


domingo, 27 de outubro de 2019

DULCÍSSIMO_PROSA

Tudo serena como um refúgio dentro de mim, atualmente compondo o brando ,que me  envolve, quando em revoadas de folhas secas, eu vira as podas de meu jardim, quando eu ornamentara meu coração, esperando o entardecer, porém, contemplando os sois das manhãs.
O amor fora um encanto,porém,fora um engano pelo avesso, e em dose dupla recaíra sobre mim como uma tempestade densa e recuada ao mesmo tempo.
Nenhuma resposta eficaz para que eu pudesse retomar meu caminho, porém serenara como fé de rezadeira,como anjo dominical, dentre uma embalada, desmistificando os aforismos e construindo as minhas bases ruídas, pelo então...
As ruas assumiram um ar mais puro e minhas sensações assumiram a leveza da consciência em paz.
Embora te amara muito, tuas sugeridas deixaram bem claro para mim,o quanto desdém, sentes tu pela vida, sentes tu pelo amor.
Eu amara um peito cavo, uma constituição sem alma, mas amara, ouvir arrazoar sobre amor, o tal amor, que sequer apreciastes, em toda tua vida.
Fora tu, uma avalanche forte, me desconstruindo, cedendo minha constituição amorosa, como se eu fosse um objeto negociável, e sem sentimentos.
Os teus distingues, permanecerão numa alameda qualquer, e quiçá, teus espezinhes plantados instalarão contra ti.
Uma ventania sonora dialoga em minhas manhãs e tardes, enquanto espero,cautelosamente,sempre o pólen trazido pelos beijos, pelas flores, dos amores encontrados em teu lugar.
Jamais estabelecidas condições,porém,trazendo o antigo encanto engavetado e bem guardado dentro de meu coração.
O amor, jamais me tornara perfeita, quando em face deste eu tanto guerreara, porém, sempre bastara um vocábulo, um sorriso, para que este, me contornasse também, em dulcíssimo ser...

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

OLHO CLÍNICO

Na língua portuguesa significa, saber do assunto, ter intuição, portanto ter olho clínico dentro daquilo que exerce implica em ser mestre por excelência, o olho clínico não define apenas pessoas estudadas ou que exercem profissões em destaque, um pedreiro que tenha olho clínico aguçado, pode ser um mestre, um perito naquilo que faz, em contrapartida, outra pessoa portando mestrado sobre determinada profissão, se não tiver olho clínico, jamais terá seu trabalho em destaque.

Uma exímia faxineira, ao olhar determinado compartimento, sabe exatamente onde está a sujeira, sabe todas as estratégias para se chegar a uma limpeza bem sucedida, sem se perder no meio da bagunça.
Importante na vida, jamais foi ocupar cargos importantes, mas sim, ser bom naquilo que faz.
Um motorista de caminhão, ao manobrar um escolto imenso no meio de uma avenida, mira certinho uma reta e consegue colocar este num depósito apertadíssimo sobrando pouca coisa de cada lado.
É importante que aprendamos mil coisas na vida, portanto, muito mais importante, sermos bom naquilo que fazemos.
Eu não posso também, ser uma professora exigente, ensinar os alunos sobre inúmeros assuntos, inclusive ética, mas viver de maneira diferente, pois nossas atitudes, mantêm sempre o nosso bom nome.
É o teu trabalho que vai fazer a tua propaganda,portanto,jamais faça de teu trabalho o teu inimigo.
O intento do trabalho e manter a sobrevivência, mas existem pessoas que entendendo de Educação financeira, vivem bem mais tranquilas com bem menos dinheiro do que outras que ganham muito, mas se sufocam com os cartões de crédito.
Importante, que cada um de nós, tenhamos olho clínico a respeito  de nossa vida, como estamos vivendo, como estamos nos portando a respeito de tudo que nos cerceia, e que a consciência seja sempre nosso controle de qualidade.
Jamais te preocupe com a consciência pesada, ás vezes, porque magoaste alguém, sinal que és uma pessoa ética, isto é, consegue se colocar no lugar da pessoa magoada.
Sendo que pessoas sem ética, jamais pedem desculpa, a não ser que seja uma desculpa interesseira, pois estas se acham sempre certas, trata-se de um desvio de caráter sem cura.
O importante para nós, não são os outros, e sim nós mesmos, quando muitas vezes, mesmo tendo olho clínico, realizamos um trabalho apenas para nos livrarmos logo de tal incumbência, sem nos importarmos, como será refletida a nossa imagem para outrem,através desse trabalho.
Então, além do olho clínico, é importante que sejamos éticos também.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

O EU LÍRICO DENTRO DA CONSTRUÇÃO LITERÁRIA

Um texto, uma poesia, uma prosa, geralmente ou comumente, são constituídos de personagens, sendo estas nas primeiras_eu_nós_ ou terceiras_ele,ela,eles elas_ pessoas do discurso.
Encontrar o eu-lírico dentro de um poema,ou obra literária,ás vezes implica numa grande dificuldade para o aluno, mas quando este aprende a flexionar corretamente os verbos[o  agravante da Língua Portuguesa] certamente este aluno encontrará o eu lírico, com a maior facilidade, dentro do texto, ou poema.
Exemplo:
Amo minha cidade [O sujeito está implícito na palavra amo][Quem ama?eu]
Obviamente, o leitor, ou aluno, detecta o eu_lírico dentro da obra, através das flexões verbais,vindo ou não acompanhada do pronome eu.
Por isso, boa parte das pessoas que leem,têm dificuldades de interpretar,são os chamados{analfabetos funcionais],leem,escrevem,mas não interpretam.
Quando o escritor, ou poeta, aborda a primeira pessoa do discurso, certamente seu trabalho terá um conteúdo riquíssimo, quando ele ultrapassa os limites todos, deixando aflorar, os mais profundos sentimentos, enquanto personagem.
Contudo o escritor, ou poeta abordando a terceira pessoa  do discurso, o trabalho, no que tange á sensibilidade, fica mais restrito, embora alguns poetas e escritores, se deem o livre arbítrio, para descreverem com precisão, os caracteres psicológicos de suas personagens, quando estas afloram sensibilidade, ou  frieza.
A palavra personagem em Literatura [originária do latim persona ou pessoa,papel desempenhado],portanto alguns escritores sempre a flexionam em gênero feminino[a personagem =a pessoa]
Personas também na informática, são personagens fictícios, cunhados para simular os desiguais tipos de usuários dentro de um alvo demográfico.
A atitude ou comportamento definido, podendo ser usado num site, numa marca ou produto de um modo idêntico.
 Personas são ferramentas ou métodos de segmentação de mercado.
O termo persona é muito usado em aplicações online, e tecnológicas, bem como em publicidade, onde outros termos como retratos de pena também podem ser usados.
Em literatura, muitas vezes, a palavra personagem, vem depois de um artigo masculino também [o personagem]portanto, a forma mais correta seria sempre vir, após um artigo feminino, mesmo porque o escritor, torna pessoal; concede qualidades de pessoa, personificando, dando vida, movimento,sentimentos e também atribuindo caracteres físicos e psicológicos.
Mesmo assim fica a incógnita, pois personagem também significa [o papel desempenhado]

domingo, 3 de março de 2019

ESQUECIMENTO SINAL DE ALZHEIMER?

Acontece conosco, quando numa faixa etária da vida,esquecermos alguma palavra,algum nome,imediatamente já ficarmos preocupados, achando que pode ser algum indício de Alzheimer.
Claro, que precisamos estarmos atentos á nossa saúde mental ,principalmente,depois de uma certa idade,mas estamos vivendo numa era, em que a nossa memória carece estar abarrotada de informações e números.
Será mesmo que precisamos guardar tanta informação?
Nossos antepassados,mesmo os que viveram bastante,dificilmente foram afetados por Alzheimer,hoje qualquer esquecimento e os familiares já dão o diagnóstico.
Observemos a memória de um computador,quando fica lotada,é necessário que se deletem algumas coisas para que caibam outras informações,caso contrário ele trava.
É importante então,que tenhamos formações e informações como subsídios á nossa qualidade de vida,que nos inteiremos de assuntos inusitados de como estarmos em harmonia e em sintonia com o "Meio" cuidando fazendo a nossa parte.
Informações de como viver melhor,se alimentar bem,manter a máquina corpórea funcionando melhor, andando mais á pé.
Acredito que não basta apenas fazer caminhadas,é preciso reaprender a andar á pé para curtos trajetos,principalmente,depois de aposentados,mas é importante aos jovens também.
Essas informações,precisam sim,serem guardadas e praticadas.
Estejamos também cientes, do que seja a ética realmente,e a coloquemos em prática,ocupando a nossa memória,constituindo novos costumes, que nos levarão a dias melhores.
Acreditemos então,que informações desnecessárias, sejam evitadas, de serem guardadas dentro da memória,pois o computador vem substituindo nisso a memória humana.
Basta acessarmos um Site de busca sério,e digitarmos alguma coisa  á respeito,que a informação e formação se completam.
Observemos, que as crianças e jovens, que já nasceram na era da cibernética,esquecem uma série de coisas, e nem se preocupam com isso, jogando tudo para dentro da memória do PC ou do celular.
O que não pode acontecer com eles,é o que acontece com a maioria de pessoas adultas ou idosas,buscarem informações que não nos levarão a nada,mesmo.
Precisamos desenvolver conhecimento, sem acumularmos informações desnecessárias.
Reiterando,tenho comigo, que esquecer alguma coisa,vez ou outra, não quer dizer, que seja indício de Alzheimer .
Vale sempre consultarmos um médico, para tirarmos dúvidas.
Porém vale também exercitarmos a memória lendo e escrevendo bastante, e obtendo informações que nos coloquem num plano de saúde mental,menos tóxico e mais elevado.

sábado, 5 de janeiro de 2019

ANALFABETISMO FUNCIONAL


Este se dá quando alguém lendo não interpreta, muitas vezes deparamos com frases tais como,eu leio tudo ,mas não entendo nada.
Existem livros, textos e obras literárias, que são difíceis de serem interpretados, então é importante ler e reler várias vezes.
 Lembro-me de uma época de minha vida em que lera Esaú e Jacó de Machado de Assis, talvez pela pouca idade,eu ficara lendo e relendo para poder interpretar.
Clarice Lispector também, numa de suas entrevistas disse que os jovens tinham mais facilidade em interpretarem suas escritas do que os adultos.
No mundo virtual ,também há uma grande dificuldade de interpretação, por parte de muitas pessoas, se comunicando entre si,talvez não entre em pauta o analfabetismo funcional, mas textos segmentados, quando de um assunto pulamos no outro e vai ficando uma linguagem segmentada.
Como professora de Literatura sempre tive uma certa dificuldade de interpretar a parte filosófica quando esta adentrava certos movimentos literários,eu necessitava de muitas leitura num mesmo texto para poder interpretar.
A linguagem poética abre um leque de interpretações ao leitor,claro,seguindo a mesma linha de pensamento dentro das metáforas ou outra figura de linguagem usada  pelo poeta.
Mediante tanta dificuldade de interpretação relatada pelos leitores, ainda se faz necessária a leitura, mesmo que no mundo virtual escrevamos o tempo todo, mesmo que a nossa comunicação seja a escrita, estamos ficando muito aquém de interpretações.
Um texto jornalístico, uma bula de remédios, enfim textos informativos precisam da informação exata sem sair distorcida, mas infelizmente, até estes vêm mal interpretados.
Já a linguagem poética, esta sim, pode ser interpretada dentro da mensagem implícita e subentendida,quando um leitor,pode ir além do poeta,dependendo de seu momento,de seu estado de espírito,ele busca ideias,sentimentos,que nem o próprio poeta vivenciou.
Então, pode ser o leitor, quem batiza a poesia,como obra literária,mediante sua bela interpretação.

domingo, 5 de novembro de 2017

OS TRÊS TIPOS DE REDAÇÕES

Tipos de Redações
Temos três tipos de Redações que consistem em.
Narrativa_Descritiva _Dissertativa
Narrativa:
Como o próprio nome diz, consiste em narrar fatos acontecimentos, envolvendo falas e personagens,o tempo,época em que se sucedeu o fato,lugar,onde se sucedeu o fato...
A narrativa é composta de personagens principais,que são as mais enfatizadas na história e personagens secundários,que apesar de fazerem parte da história,não são tão enfatizados como as personagens principais...
A narrativa é a única redação em que se admite discurso direto[isto é fala das personagens,elementos que fazem parte da história,que não precisam ser necessariamente pessoas.]Exemplificando_Maria disse á sua mãe:_Onde encontrarei esse tipo de remédio a esta hora? A mãe responde:_Alí na farmácia da esquina minha filha...
Também admite discurso indireto .Exemplificando_Maria perguntou á sua mãe,onde ela encontraria aquele tipo de remédio naquela hora, e a mãe lhe respondeu, que ela encontraria na farmácia da esquina...
Tempo e espaço na narrativa,exemplificando...Foi na primavera passada,quando eu caminhava na orla da praia tranquilamente e ele se aproximou.
Primavera passada_Tempo
Orla da praia_Espaço
A narrativa pode ser composta de eu lírico,quando se narra a história em primeira pessoa[eu]

Ou simplesmente em terceira pessoa[ele ou ela]com referidos nomes,João,Maria e outrem...
Descritiva
Consiste em descrever determinado fato ou acontecimento com precisão...
A descritiva pode ser descritiva física e psicológica...
Quando ao descrever usamos personagens,esta também pode ser narrativa...
Descrevermos aspectos físicos ou psicológicos de determinada pessoa,ser,ou local, de maneira clara e sucinta...Descritiva  Física_Quando você descreve um local,praia,rua ,cidade, pessoa fisicamente,ressaltando  a beleza do espaço físico,ou altura da pessoa,cor dos olhos,cabelos e outrem.
Descritiva Psicológica _Quando são descritos aspectos
psicológicos,obviamente notados ou sentidos por quem escreve,se for lugar,se nos passa alegria,tranquilidade,medo,paz...
Se for pessoa consiste em descrever o que sente,sejam: sinceridade,simpatia,honestidade,maldade,bondade e outrem...
Dissertativa
Temos dois tipos de dissertativa.
Dissertativa
expositiva,quando você discorre sobre determinada ideia ou assunto,baseado em pesquisas,numa dissertativa não pode incorrer personagens, simplesmente exposições de ideias e pensamentos...
Dissertativa
argumentativa,quando você expõe suas ideias ou conclusões,sobre determinados assuntos,usando seus argumentos para convencer o leitor,reafirmando,dissertativa por ser discorrência sobre ideias,ideais ou assuntos,jamais pode conter personagens...
É simplesmente aquilo que você
pensa,usando fortes argumentos para convencer o leitor...
Evite nas dissertativas os famosos “achismos” [por exemplo}
“
Eu acho que as redes sociais ,têm sido meio de interação entre as pessoas..”[errado]
“As redes sociais têm sido um meio de interação entre as pessoas”{certo]

terça-feira, 22 de agosto de 2017

CORA CORALINA


Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, (Vila Boa de Goiás, 20 de agosto de 1889 — Goiânia, 10 de abril de 1985) foi uma poetisa brasileira.
Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.
Senhora de poderosas palavras, Ana escrevia com simplicidade e seu desconhecimento acerca das regras da gramática contribuiu para que sua produção artística priorizasse a mensagem ao invés da forma. Preocupada em entender o mundo no qual estava inserida, e ainda compreender o real papel que deveria representar, Ana parte em busca de respostas no seu cotidiano, vivendo cada minuto na complexa atmosfera da Cidade de Goiás, que permitiu a ela a descoberta de como a simplicidade pode ser o melhor caminho para atingir a mais alta riqueza de espírito.
Foi ao ter sua poesia conhecida por Carlos Drummond de Andrade que Ana, já conhecida pelo pseudônimo de Cora Coralina, passou a ser admirada por todo o Brasil.
Seu primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás, foi publicado pela Editora José Olympio em 1965, quando a poetisa já contabilizava 75 anos. Reúne os poemas que consagraram o estilo da autora e a transformaram em uma das maiores poetisas de Língua Portuguesa do século XX.
Onze anos mais tarde, em 1976, compôs Meu Livro de Cordel. Finalmente, em 1983 lançou Vintém de Cobre - Meias Confissões de Aninha (Ed. Global).
Cora Coralina foi eleita intelectual do ano e contemplada com o Prêmio Juca Pato da União Brasileira dos Escritores em 1983. Dois anos mais tarde, veio a falecer.
 
 Poesia de Cora Coralina,revestida de cunho observador,de marcante e forte personalidade,frisa os elementos da Natureza com paixão avassaladora
Meu Destino
Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.
Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.
Não te procurei, não me procurastes –
íamos sozinhos por estradas diferentes.
Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida...
Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.
Esse dia foi marcado
com a pedra branca
da cabeça de um peixe.
E, desde então, caminhamos
juntos pela vida...

Mãe
Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.
Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições...
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente a humanidade.

Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer
e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura.


quinta-feira, 27 de abril de 2017

LICENÇA POÉTICA


Licença poética_Linguagem livre,sem correções,onde o poeta tem liberdade para criar palavras novas[neologismos] Exemplo: “Como caitanear o que há de bom”[Djavan] É uma linguagem permitida na poesia. Em sentido mais amplo, são opiniões, afirmações,teorias e situações que não seriam aceitáveis fora do campo da Literatura...
De acordo com a inspiração do momento o poeta faz uso da estilística,onde pode predominar a linguagem figurada,ou conotação,e o leitor,quando bom intérprete,também de acordo com seu momento,dá a poesia ênfase de interpretação,viajando pelos meandros da mesma...
Apenas a poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tendo total liberdade,quando necessária, para utilizar recursos de palavras ,como o uso destas em baixo calão, desvios da norma ortográfica, que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole,exagero de expressões, ou outras,como podemos constatar no vocábulo "fingidor" [finge_dor]da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor"). A licença poética é permitida para que o escritor tenha toda a liberdade para manipular as palavras, para que ele possa passar tudo o que pensa ao leitor...
Jamais houve escolas para formar poetas,a poesia nasce livremente em qualquer ser,independente do nível cultural,social e econômico,a poesia é um tipo,as vezes,aproximado de profecia,pois o poeta,muitas vezes se empresta á inspiração do momento.
Exemplificando:


Autopsicografia

O poeta é um fingidor. 
Finge tão completamente 
Que chega a fingir que é dor 
A dor que deveras sente. 

E os que lêem o que escreve, 
Na dor lida sentem bem, 
Não as duas que ele teve, 
Mas só a que eles não têm. 

E assim nas calhas de roda 
Gira, a entreter a razão, 
Esse comboio de corda 
Que se chama coração. 

Fernando Pessoa, in 'Cancioneiro'


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

POESIA MARGINAL


A Poesia Marginal, também distinguida como Geração Mimeógrafo, foi um importante movimento literário concebido por nomes como Paulo Leminski e Torquato Neto...
“Seja marginal, seja herói”. Com essa frase, o artista plástico Hélio Oiticica sintetizou uma série de trabalhos que ficou conhecida como 
Marginália...  Na Literatura, onde a Marginália também encontrou adeptos, o movimento ficou mais conhecido como Poesia Marginal ou Geração Mimeógrafo. Exemplo da contracultura, a cultura marginal surgiu em um período turbulento da História do Brasil: a ditadura militar. Um dos objetivos da Poesia Marginal era propor uma crítica aos conservadorismos da sociedade, incorporando à Literatura elementos e representações da violência diária nas grandes cidades...
A expressão Geração Mimeógrafo, como ficou conhecida também a Poesia Marginal, estava ligada ao fato de que muitos poetas recorriam ao mimeógrafo para copiar seus livros em um processo artesanal e sem qualquer tipo de vínculo com editoras, que não se interessavam pela Literatura que subvertia os padrões convencionados para a arte...
 As poucas cópias eram vendidas para um público restrito, pessoas que frequentavam eventos como shows, exposições e bares ligados à contracultura...
Ana Cristina Cesar, poeta e tradutora, nasceu no Rio de Janeiro no dia 02 de junho de 1952. Faleceu no dia 29 de outubro de 1983 aos 31 anos
A Poesia Marginal foi um movimento cultural importante para uma geração que buscou através da Literatura uma atuação cultural distante dos padrões da Academia e indiferente à crítica literária...
 Seus pequenos textos, aliados a elementos visuais como fotografias e quadrinhos, são permeados pela
coloquialidade, ironia, sarcasmo, gírias e humor...
Do movimento literário, ficaram a inventividade artística e a vitalidade criativa, suas características predominantes.
Nascido em Teresina, em 09 de novembro de 1944, Torquato Neto foi poeta, jornalista e letrista. Faleceu no Rio de Janeiro, em 10 de novembro de 1972
Na literatura, seus principais representantes foram os poetas  Paulo Leminski 
José Agripino de Paula, Waly Salomão, Francisco Alvim, Torquato Neto, Chacal, Cacaso e Ana Cristina Cesar. Na música, seus maiores representantes foram Sérgio Sampaio, Tom Zé, Jorge Mautner, Jards Macalé e Luiz Melodia, considerados marginais ou “malditos” por terem sido preteridos pelas grandes gravadoras da época...
Após intensa produção cultural, o movimento foi se desfazendo: na Literatura, o último ato coletivo foi o lançamento da revista 
Navilouca, organizada por Torquato Neto e Waly Salomão entre os anos de 1972 e 1973.
Atualmente, também se entende por poesia marginal, poesias que se mantém ás margens da Literatura,que veiculam pela Internet.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

LITERATURA CONCRETISTA

 Literatura concretista, tem por objetivo, aproximar o concreto das artes...
Criar poesias,músicas e artes plásticas, contendo estruturas matemáticas e geométricas...
O intento do movimento Literário Concreto,era desvincular o mundo das Artes do natural e distinguir formas de conteúdo.Esse movimento teve início por volta de 1917...
Por volta de 1950, a compreensão plástica da Arte aborda o Brasil, por meio do suíço Max Bill,sendo ele artista,arquiteto,designer gráfico de interiores...
Em 1956,promove uma exposição de Arte Concreta,sendo responsabilizado por popularizar as compreensões da Linguagem Plástica no Brasil...
A Literatura Concreta tem como objetivo extinguir o verso,aproveitando o máximo do papel,valoriza formas visuais possibilitando diversas interpretações através de ângulos divergentes... Outros atributos que podemos apontar deste tipo de poesia além da eliminação do verso  são:
- o aproveitamento do espaço em branco da página para disposição das palavras;
- a exploração dos aspectos sonoros, visuais e semânticos dos vocábulos;
- o uso de neologismos e termos estrangeiros;
- decomposição das palavras;
- possibilidades de múltiplas leituras.

A comunicação através do visual era a forma de expressão de todas as poesias concretas. No entanto, houve particularidades que diferenciavam os poemas deste período em tipos de poesias. Vejamos:

?
Poesia-Práxis: movimento liderado por Mário Chamie, que a partir de 1961 começou a adotar a palavra como organismo vivo gerador de novos organismos vivos, ou seja, de novas palavras...

? Poesia social: movimento de reação contra os formalismos da poesia concreta, os quais eram considerados exagerados por um grupo de artistas. Estes lutavam para o retorno e a inclusão de uma linguagem simples e de temas direcionados à realidade social. Artistas como Ferreira Gullar e Thiago de Mello foram adeptos dessa visão...

? Tropicalismo: movimento advindo do universo musical dos anos 67 e 68, que retomava as propostas de Oswald de Andrade com o Manifesto Antropófago e adotou o pensamento de aproveitar qualquer cultura, independente de onde viesse...

? Poesia Marginal: surgiu na década de 70 e é chamada de “marginal” porque não possuía vínculos com editoras ou distribuidoras para edição e/ou publicação, ou seja, era produção independente...

Os principais poetas concretistas são: Décio Pignatari , Augusto de Campos e Haroldo de Campos.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

A POESIA MODERNISTA DE DRUMMOND

Em seus poemas, Drummond chama para reflexão de caráter existencial, questionando a posição do indivíduo num mundo que se tornava cada vez mais artificial e tecnológico, assolado por guerras e pelo surgimento de armas como a bomba atômica...
 Nessa linha, ele deu densidade e universalidade à poesia moderna brasileira.
Não obstante,sua obra abrange muitos temas de situações comuns, que o poeta apresenta filtrando a subjetividade. ..
Situações que recriadas em poesia, mas sempre de maneira chocante, como se o conseguisse extrair, uma certa beleza melancólica das coisas mais improváveis e dos fatos mais banais...
Ao mesmo tempo, seus poemas não deixam de apresentar um certo desencanto com a vida, traduzido sob a forma de humor e ironia, mostrando que a existência humana oscila entre a tragédia e a comédia...
Drummond foi um escritor extremamente versátil, que, em termos de conteúdo, acompanhou os 
problemas individuais e sociais que sua época lhe apresentou, mas mostrando-os por uma perspectiva pessoal e humana, que a mantém sempre atual...
 Afinal, desde a Antiguidade, são temas universais, por exemplo, a perplexidade do indivíduo diante de um mundo quase sempre hostil, seus sentimentos pelas pessoas e pelas coisas, o amor, a solidão e a morte...
Em termos de linguagem, Drummond escreveu em versos livres, sem preocupação com métrica e rima, manejando o idioma português com elegância e precisão...
Escreveu poemas alinhados com a vanguarda modernista, também compôs 
textos que se enquadram no Concretismo, 

A IMPORTÂNCIA DE DRUMMOND NO MODERNISMO


Com o livre intento de modificar a estética que veiculava até então entre literatos,Drummond continuou a compor poemas  dotados de extrema sensibilidade,abordando, também a crítica que prevalecia de maneira meio caricata...
Pois,de acordo com o tempo e a modernidade,exigia-se poemas simples,porém bem elaborados, que tocassem seus leitores em versos brancos,simples e sofisticados ao mesmo tempo,sem rimas,sem métrica...
Carlos Drummond de Andrade soube delimitar tais exigências com precisão...
Do ponto de vista histórico, o 
Modernismo brasileiro – inaugurado na Semana de Arte Moderna de 1922 – surgiu com a intenção de romper com a tradição literária que vigorava no país desde os tempos coloniais e seguia os modelos clássicos europeus...
 A vanguarda modernista se voltou contra isso de modo crítico e destrutivo, desprezando as formas poéticas convencionais, tais como os versos metrificados, as rimas, os sonetos, os lugares-comuns do lirismo, e outrem...
Era preciso  falar à sensibilidade do homem moderno...
 Nessa busca, autores como Oswald de Andrade, Cassiano Ricardo e Raul Bopp pretenderam ainda expressar a nossa identidade nacional, valorizando, basicamente, a linguagem e a cultura popular...

Drummond foi o grande destaque permanecendo três décadas com grande ênfase,na Literatura Brasileira...
 O intento era provocar a sensibilidade da época, rechaçando a poesia do Parnasianismo, que cultivava uma língua sofisticada, letrada e caracterizada pela fidalguia.

sábado, 17 de dezembro de 2016

MESMO QUE NEGUES

Encheu-me de lembranças e evadiu.
Como andorinha,em busca de verão.
Alimentou um sonho,quando fingiu.
Crédulo detentor, de um coração.

Pois bem, perversidade fizeste.
E o amor  ingênuo,sempre acredita.
Conta perdida,da solidão que deste. 
Quando me mata,depois ressuscita.

Porém agora,já nem se faz hora.
Então eu sigo, sem tremeluzir...
Eme instruístes,e sou outra agora.
Quando me ensinaste, a te trair.

Sou fidelíssima, como um cão.
Que á risca, seu dono segue.
O que fizeste, eu segui então.
Traindo te sigo,mesmo que negues.


terça-feira, 14 de abril de 2015

DESTAQUE DO PERÍODO DE 1930

Poesia: Carlos Drummond de Andrade (Alguma poesia), Murilo Mendes (Poemas e História do Brasil), Cecília Meirelles (Viagem), Vinicius de Moraes (O caminho para a distância, Forme e exegese, Ariana, a mulher), Jorge de Lima (Novos poemas). Além desses, vale destacar Augusto Frederico Schmidt e Mário Quintana.
Prosa: José Américo de Almeida (A Bagaceira), Graciliano Ramos (Caetés, São Bernardo,Angústia, Vidas Secas), José Lins do Rego (Menino de Engenho, Doidinho, Banguê, Usina, Fogo Morto), Érico Veríssimo (Clarissa, Música ao longe, Um lugar ao sol, O tempo e o vento), Rachel de Queiróz (O Quinze), Ciro dos Anjos (O Amanuense Belmiro, Abdias) e Jorge Amado (O país do Carnaval, Cacau, Suor, Jubiabá, Mar Morto e Capitães da Areia).

Geração de 45 (Terceira fase do Modernismo)

O marco político do período é o fim da ditadura de Getúlio Vargas. Em termos estéticos, há um aprofundamento dos processos de elaboração poética e ficcional. É o momento, também, da maturidade da dramaturgia brasileira, com o teatro de Nelson Rodrigues.

Destacam-se:

João Guimarães Rosa (ficção): Sagarana (contos, 1946) e Grande Sertão: Veredas (romance, 1956).

Clarice Lispector (ficção): Perto do coração selvagem (romance, 1943) e Laços de família (contos, 1960).

João Cabral de Melo Neto (poesia e teatro): Pedra de sono (1942), O engenheiro (1945) e Morte e vida Severina (teatro, 1956).
Nelson Rodrigues (teatro): Vestido de Noiva (1943), Anjo Negro (1947) e Boca de Ouro (1959).


MODERNISMO GERAÇÃO 1930

Geração de 1930

A escolha de 1930 para marcar o início da segunda geração modernista não é aleatória. Ela se refere não só ao fato de a maioria das obras terem sido publicadas durante a década de 30, mas também remete à Revolução de 30, marco político da superação da República Velha.

A literatura brasileira consolida, então, as vitórias do movimento iniciado não em 22, mas com Machado de Assis: ela entra em sua fase adulta, diante da qual as palavras de ordem da Semana de Arte Moderna parecem, às vezes, arroubos adolescentes. Trata-se de um período fecundo na literatura nacional. Ao individualismo extremo dos anos heróicos do Modernismo segue-se a compreensão crítica dos velhos e novos problemas do país, uma permanente pesquisa estética e a consolidação do regionalismo.

 

FASE HERÓICA DO MODERNISMO

Antecedentes
• 1917 – Exposição de pinturas de Anita Malfatti gera polêmica em São Paulo.• 1921 – Vitor Brecheret (escultor) e Heitor Villa-Lobos (músico) já apresentavam trabalhos influenciados pelas vanguardas européias.
A Semana
• 1922 – A Semana de Arte Moderna durou três dias: 13, 15 e 17 de fevereiro, no Teatro Municipal de São Paulo, iniciada com a conferência “A emoção estética na arte moderna”, de Graça Aranha. Vários poetas leram seus trabalhos, às vezes sob vaias. Mário de Andrade leu seu ensaio “A Escrava que não é Isaura” na escadaria do teatro. Houve exposições de arte. Heitor Villa-Lobos foi vaiado.Conseqüências
• Artistas se reúnem, em diferentes grupos, para difundir suas idéias. Surgem os movimentos (e manifestos) Pau-Brasil, Antropofágico, Verde-Amarelo e Anta. • Aparecem também as primeiras publicações modernistas, dentre as quais a Revista Klaxon e a Revista de Antropofagia.
Principais autores (e obras):

Manuel Bandeira (poeta): Carnaval (1919), Ritmo dissoluto (1924) e, em 1930, Libertinagem.

Oswald de Andrade: Memórias sentimentais de João Miramar, ficção (1924), Pau-Brasil, poesia (1924), e Serafim Ponte Grande, ficção (1928 a 1933).

Mário de Andrade: Paulicéia Desvairada, poesia (1922), Clã do Jabuti, poesia (1927), A Escrava que não é Isaura, ensaios (1925) e Macunaíma, romance (1928).

MODERNISMO

Muitos estudiosos avigoram a idéia de ruptura marcada por um surto de inovação.
Entretanto, o Modernismo brasileiro é devedor de todos os movimentos e escritores de vanguarda (europeus) que o antecederam: o Futurismo italiano (na figura de Filippo Marinetti), o Dadaísmo, o Surrealismo, a poesia de Guillaume Apollinaire e o Expressionismo alemão.

Esses movimentos, que desencadearam mudanças radicais na literatura mundial, também provocaram a onda de mudanças cujo marco, no Brasil, é a Semana de Arte Moderna, em 1922.

Outra influência que não pode ser esquecida é a do período imediatamente anterior à Semana de 22, durante o qual várias obras já anunciavam e preparavam o desencadeamento do Modernismo. É o caso de Os Sertões, de Euclides da Cunha, Triste fim de Policarpo Quaresma e Recordações do escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto, Canaã, de Graça Aranha, e Urupês, de Monteiro Lobato. Todas essas obras - e também a poesia de Augusto dos Anjos - já realizavam o que, depois, o Modernismo radicalizaria: um trabalho de revisão crítica do Brasil, de negação do academicismo e de ruptura com a estética realista e naturalista.

Ao se estudar o Modernismo deve-se levar em conta também o processo de industrialização que ocorria em São Paulo, acelerado depois da Primeira Guerra Mundial. Esse desenvolvimento da cidade (e do Estado) criou as condições necessárias ao aparecimento de uma visão cultural cosmopolita.